Se pudesse escolher o maior problema do ser humano, causador de pelo menos 50% de seu sofrimento, seria o fato de não conseguirmos sentir a bondade em nós.
Quando falo em bondade não pretendo estabelecer um vínculo com a religiosidade cristã e muito menos com as velhas ideias de caridade, bem como “Amar ao próximo como a si mesmo”. O meu desejo é bater um papo, sem compromentimento, com a sua criança interna, que sente desamparo e tristeza.
É impossível encontrar algum ser humano que não tenha sentido desamparo, solidão e depressão em algum momento de sua vida. Aliás, o primeiro grande trauma que sofremos é o nascimento material. Antes, dependíamos totalmente da existência materna e a responsabilidade era uma ilusão. Seria tudo muito mais fácil se o homem não possuísse livre-arbítrio, se a todo momento não tivéssemos que nos confrontar com escolhas. Opções essas que não acontecem de maneira totalmente consciente, do tipo descritas em algum cardápio, onde nosso papel seria apenas delimitar aquilo que queremos. Por outro lado sofremos mais influências da sociedade e cultura do que gostaríamos. No entanto, muitas vezes, o ambiente oferece condições favoráveis e otimistas à nossa felicidade, mas as descartamos como sujeira, como se nada daquilo tivesse algum sentido para nós. Já quando ignoramos a nossa potencialidade de realização, a destruição é imensa.
É impressionante a determinação que o psiquismo possui na nossa vida. Se falarem para você que o homem é apenas aquilo que come e faz, saiba que trata-se de um grande engano. Ah, como seria simples se bastasse controlar a nossa alimentação para que tenhamos saúde! Como seria simples se um pílula antidepressiva pudesse transformar as nossas mágoas e sentimentos mais profundos. Mas nada disso pode nos proteger dos nossos medos, da morte física e tampouco da nossa autopiedade e autopunição.
Grande parte das nossas doenças e tristezas têm origem no sentimento de que não somos bons o bastante, da crença de que somos desprezíveis e culpados por tudo. A punição que nossos pais praticaram conosco nem se compara àquela que fazemos a nós mesmos. Talvez toda doença, no fundo, seja uma forma de autoagressão. Até mesmo quando falamos em acidentes – eles não ocorrem por acaso. Vírus e bactérias? Também não surgem aleatoriamente. O HIV é um forte exemplo disso, pois existem pessoas com o vírus que não manifestam qualquer sintoma ou patologia, podem morrer sem ao menos saberem desse fato. Provavelmente você sequer sabia disso, pois a mídia não mostra essa realidade. Não estou propondo ou divulgando uma teoria de conspiração. Estou mostrando uma verdade que é desconhecida por grande parte da população. Porém a grande mídia nos enfia goela abaixo ideologias (conjuntos de crenças/ideias) que não passam por uma análise mais profunda.
O que poderia ser mais bizarro se o próprio descobridor do vírus, Luc Montagnier, afirmasse que um sistema imune saudável conseguiria eliminar o HIV do organismo? Pois é exatamente isso que aconteceu. Clique aqui e confira.
A todo momento a medicina e a ciência trabalham para curar doenças e disfunções orgânicas e psíquicas. Contudo, cura-se uma determinada enfermidade e logo nos deparamos com outra patologia, aprisionando-nos em um clico infinito e interminável de doenças e mais doenças. E qual o motivo disso tudo? É muito simples: a ciência está preocupada em curar doenças e não parece se importar em fortalecer o nosso sistema imunológico. O nosso corpo possui uma capacidade incrível de cura, mas até hoje grande parte dos médicos, ignoram esse fato.
Veja bem, eu não falando de uma filosofia de vida ou adivinhação. Estou falando de fatos observáveis e comprováveis. Note que algumas pessoas parecem estar o tempo todo doentes, qualquer coisa ficam resfriadas e reagem alergicamente em várias situações. Ora, se de algum modo existe algo que supera a parte orgânica, genética e alimentícia, então precisamos dar o seu devido valor. E esse algo é o psiquismo. Repare que esse grupo de pessoas citado acima possui um alto grau de autopunição, são mais infelizes, difíceis de conviver, não perdoam, acham que amar incondicionalmente é papo de gente tonta e, principalmente, resistem à mudanças. Estão presas nos seus mundinhos mentais. Todavia, vemos um grupo seleto de pessoas extremamente brincalhonas e amorosas que adoecem com facilidade – mas eu não estou falando de aparências! Quem pode conhecer os pensamentos mais secretos das outras pessoas?
Não quero estabelecer uma regra absoluta e geral, pois isso apenas gera preconceitos. Mas perceba que pessoas “duronas”, no fundo, apresentam uma fragilidade enorme, elas exigem muito de si mesmas. Quem sabe não é esse o seu caso… Sempre que estiver com alguma doença, seja ela mental ou orgância, pergunte-se: o que eu ganho ficando doente? Melhor: o que eu ganhei com essa doença?
Reconhecimento, amor, amparo, cuidado, proteção?
Não podemos mais admitir isso. A doença é uma espécie de fuga. Entretanto o autoconhecimento pode destruir esse desencontro. Talvez esteja na hora de você se aceitar por completo: nas suas “doenças”, manias e “problemas”, definidos por você. Por trás de todo grande problema, existe um grande aprendizado.
Haverá o dia em que nós perceberemos que o perdão e a aceitação devem fazer parte da nossa vida cotidiana. O homem a cada dia se dá conta de que a culpa é uma crença ilusória, de que a doença é também uma crença, aquela que diz que não somos bons o bastante, que diz que o nosso corpo é defeituoso e deficiente, sem capacidade de autocura. Soma-se a isso a consciência de que grande parte do nosso sofrimento é criado por nós, e, esteja certo: a falência da indústria farmacêutica será apenas uma questão de tempo.
Que 2012 venha com mais aceitação e menos exigências e pedidos. Comece um ano novo dizendo:
Hoje eu abandonei o ideal da vida perfeita, para aceitar as condições que o universo me ofereceu. Obrigado por mais um ano. Obrigado por ter a oportunidade de estar vivo e e de estar imerso nesse grande mistério, que é a vida!
Texto maravilhoso!
Essa busca pela perfeição acaba com qualquer um. Nos abala psicologicamente, e reflete no nosso corpo, nos deixando doentes e abatidos. Mas conseguir se livrar dessa busca é muito difícil. Qualquer erro que cometo me deixa abalada. Estou começando a perceber que a perfeição é algo que não alcançarei, o que não me torna uma pessoa indigna, afinal perfeição não existe no nosso plano terrestre…rs
Estamos todos sujeitos a erros!
E que 2012 venha com mais sabedoria e aprendizado!
Beijos!
Olá Maria! Realmente esse busca pelo ideal de perfeição acaba com a gente. É uma forme de autopunição também. Mas fico muito feliz que gostou do texto e que está percebendo que deve se considerar boa com as condições em que você se encontra.
Um feliz ano novo! Abraços.
OOOOOOOooooOOOOOOO
Excelente…